quarta-feira, 21 de abril de 2010

Novo Cemitério da Ribeirinha, Lajes do Pico, Açores

A solução arquitectónica encontrada baseia-se na ideia de percurso que, vencendo algum do desnível do terreno natural, em rampas, se projecta em direcção à vista sobre o mar e a ilha de S. Jorge.

O projecto desenvolve-se no que poderíamos chamar de três momentos distintos: a entrada, ao nível da Rua da Igreja, a plataforma inferior onde se encontram os nichos de inumação e ossários e, finalmente, ao mesmo nível do anterior, o espaço dedicado à ultima missa.

É assumida uma geometria rectilínea, de grande simplicidade, não dando ao objecto arquitectónico demasiado relevo em relação ao meio envolvente. É aliás, exemplo disso, a intenção de revestir os muros com pedra da região.


A solução de muros altos de pedra permite não só a compartimentação de espaços como também ser a barreira visual que faça com que não haja vista das casas vizinhas para a zona fúnebre.

Localização: Ribeirinha, Pico, Açores Arquitectura e Paisagismo Carlos Fazenda Fundaçoes e Estruturas Planear, Lda Aguas e Esgotos Planear Electricidade Ruben Sobral




Ampliação do Cemitério de Vila Franca de Xira, 4ª Fase

A solução arquitectónica proposta insere-se dentro da mesma filosofia de intervenção da 1ª, 2ª e 3ª Fases de Ampliação utilizando-se edifícios de nichos alveolares de decomposição aeróbia e ossários, ambos do sistema tipo DUWE.


Definiu-se, assim que a solução deveria ser maximizada em termos de aproveitamento do espaço para a instalação do maior número de nichos de decomposição e número de ossários.


A solução arquitectónica apresentada responde a todas as premissas sem sacrificar a escala do lugar e melhorando a qualidade espacial e apresenta-se como ponto de partida para a beneficiação dos talhões contínuos

A solução nasce de uma evolução projectual, em que a ideia principal se traduziu no mimetismo arquitectónico deixando apenas o silêncio dos muros brancos escadeados como elementos visíveis do Largo existente junto à Estrada Nacional nº 1.


A composição arquitectónica vira-se assim para o interior formando alamedas horizontais em parterres desnivelados, ligados entre si por um corredor de escadas, na continuidade da existente.


A implantação da solução, responde à maximização desejada e geometricamente, à possível, na condição de respeitar a cota de chegada da escadaria existente e de ligação com a escadarias para os talhão vizinhos,



Com esta condição geométrica e com a largura mínima para os edifícios de decomposição aeróbia de 3,20 m, o espaço vazio de largura para as alamedas é de 2,94m.


Cada uma das alamedas tem no seu percurso duas frentes de edifício, uma de nichos de inumação e outra de ossários respectivamente à esquerda e à direita. Os ossários estão sobre os nichos da plataforma imediatamente superior.


Cada uma das alamedas é rematada com um pequena zona ajardinada, que prevê uma arborização estudada de modo a fazer barreira visual para Sul.



Por último a plataforma mais elevada é definida como uma praça e abriga no alinhamento da escadaria uma instalação técnica dos serviços do cemitério. O espaço central dessa praça terá uma zona de drenagem arborizada. A iluminação e a ventilação desse espaço far-se-á através de uma clarabóia na cobertura.









Localização: Vila Franca de Xira Arquitectura e Paisagismo Carlos Fazenda e Teresa Teixeira Fundações e Estruturas João Barrento da Costa Aguas e Esgotos João Barrento da Costa Electricidade Ruben Sobral Construtor ACF,Lda









Ampliação do Cemitério de Lousa, Loures

A pequena ampliação do cemitério de Lousa funde-se tranquilamente na colina como um prolongamento da paisagem natural.

A intervenção reduz a sua aparência a três pequenas incisões que desenham um sistema ramificado de caminhos e átrios poisado sobre a topografia do terreno.

A massa construtiva encastrada ao longo das curvas de nível oculta a sua presença, revelando em simultâneo o significado religioso do local.

À superfície, o prado, as árvores e uma represa de água resgatam a serena vitalidade do local.




Localização: Lousa, Loures Arquitectura José Barra Projecto de execução José Barra e Carlos Fazenda Fundações e Estruturas Fernando Duarte da Aguas e Esgotos Fernando Duarte Electricidade Ruben Sobral Construtor Mateus e Irmão, Lda

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ampliação do Cemitério de Vialonga, Vila Franca de Xira

Considerou-se que o programa definido pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para o Projecto de Ampliação do Cemitério Vialonga, visava não só dar resposta imediata à necessidade de novos espaços e soluções de inumação, mas também melhorar as condições de serviço dos cemitérios.

Assim, o desenvolvimento da solução arquitectónica da ampliação de cemitério baseou-se, na utilização de processos de inumação em edifícios de nichos alveolares de betão armado, patenteados, do tipo DUWE ,conforme foi definido no programa de concurso.

Os critérios essenciais que estruturaram a solução arquitectónica assentam nos seguintes princípios:

a) Desenvolver uma solução arquitectónica de qualidade, tendo como preocupação, minimizar futuros encargos de manutenção e de exploração.

b) Implantar os volumes dos módulos de forma a equilibrar a relação entre a área de circulação, a área de implantação da construção e a sua relação com o existente.

c) Estruturar a intervenção a partir de uma solução de criação de plataformas, com percursos de ligações ao existente, de forma a conseguir a continuidade de percursos.

No terreno de forte inclinação topográfica, a implantação dos edifícios de inumação extram–terram, foi efectuada em 3 plataformas, que abrigam os edifício, as zonas de estar e ainda as zonas ajardinadas sob as coberturas dos edifícios da plataforma imediatamente inferior.

O acesso à zona de ampliação, foi executado através da continuidade de dois caminhos existentes:

Assim, acesso à plataforma intermédia faz por uma nova escadaria larga que une as três as plataformas propostas.

A existência de inúmeras barreiras arquitectónicas existentes no cemitério, condicionava o acesso à zona de ampliação de utilizadores com mobilidade condicionada. Pelo que, de acordo com o estabelecido em reuniões efectuadas com os técnicos da Câmara, foi decidido que numa segunda fase de ampliação, seriam executadas um conjunto de rampas que possam servir o actual cemitério e também os acessos às novas zonas de ampliação.

No terreno foi realizado um trabalho de movimento geral de terras para a criação das plataformas de implantação dos edifícios, à qual se seguiu a realização dos muros de betão armado, em toda a extensão dos edifícios, para suporte das terras e plataformas superiores.

As três plataformas compoêm-se por um total de 153 nichos de inumação e de 90 ossários.

Na elaboração do projecto de arranjos extriores foi dado relevo à prossecução dos objectivos enunciados em concurso, dotando os espaços exteriores com um desenho claramente vinculado aos princípios funcionais e estéticos da solução arquitectónica.

Procurou-se que o espaço exterior preenchesse os requisitos extremamente exigentes de uma utilização intensa, com baixos custos de construção, níveis muito reduzidos de manutenção, o que, naturalmente conduz a soluções em que a presença de inertes como revestimento será preponderante, procurando-se a organização do espaço exterior, através dos diferentes tipos de revestimento escolhidos, da utilização de arborização e do mobiliário.










Localização: Vila Franca de Xira Arquitectura e Paisagismo Carlos Fazenda e Teresa Teixeira Fundações e Estruturas João Barrento da Costa Aguas e Esgotos João Barrento da Costa Electricidade Ruben Sobral Construtor Paulo e Filhos, Lda

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ampliação do Cemitério de Sta. Iria, Vila Franca de Xira

Área implantação: 10.250 m²

Fase: Obra concluída em 2004










Localização: Sta. Iria, Vila Franca de Xira Arquitectura e Paisagismo Carlos Fazenda e Teresa Teixeira Fundações e Fundações e Estruturas João Barrento da Costa Águas e Esgotos João Barrento da Costa Electricidade Ruben Sobral